Colocando o drama de lado, esse chato dinossauro victoriano exibe por meio de seus principais personagens, Elinor e Mariane, um tema interessante, digno de ser comentado: As diferenças entre as pessoas de razão e as ultra-sensíveis. Essas duas raças de seres humanos coabitam na terra desde a criação, muitas vezes em desarmonia.
Os guiados pela razão, os racionais, são seres que vivem na mais tranquila serenidade. Assim como Elinor, são sempre serios, calmos,
Ser racional quer dizer uma coisa: estabilidade. A vida é calma dentro da fortaleza que os racionas constroem ao redor de si. Algumas pessoas dizem que a vida deles é privada grande emoções, mas isso não é necessariamente verdade. Claro que não vivem as suas emoções de maneira fulminante como os sensíveis, mas as vivem de maneira moderada, um minuto por vez, sem grande expectativas. Pode ser que as vezes perdem um ou outro acontecimento memorável, mas pensam que a estabilidade em qual vivem, sem grande oscilações, compensa tudo isso.
Ah! Agora os sensíveis. O Raça! Tomamos Mariane como exemplo. Jane Austen a caracteriza como uma romântica mimada. Para os ultra-sensíveis que lêem o livro, deve ser horrive
l ter o seu comportamento "questionável" (eu queria mesmo era escrever estúpido, mas me sinto mal) jogado na cara de forma explicita, como se as folhas do livro fossem um espelho. Realmente dói ser exposto assim como fraco e muitas vezes sem a habilidade de agir.Ser sensível é viver assim, com oscilações (ondas do mar seria uma metáfora sensível adequada). Definitivamente não gozam de qualquer forma de estabilidade. Vivem de forma explosiva, oito ou oitenta, sem qualquer tipo de meio termo ou acordo. Alias, intenso e explosivo também servem para definir o jeito que lidam com seus conflitos e sofrimentos. Sofrem abertamente e choram alto.
Todo sensivel é um sonhador. Vivem em um mundo imaginário, fruto de seus sonhos. São sonhadores natos e sonham com tudo.
Em seu favor, pelo menos podem dizer que vivem suas emoções de maneira diferente, com maior magnitude, e que realmente passaram pela vida vivendo, vivendo 100%. Como é comum dizer, onde uma pessoa racional vê uma maçã, o sensível enxerga o papel rosa-chá que a envolve, e com isso faz uma musica e uma poesia. O mundo literário, musical, e plástico, ou seja, o mundo artístico em geral deve muito a essas almas.
Os ultra-sensíveis juram de pés juntos que esse modo diferente de viver e os poucos momentos de extrema felicidade que passam devido a sua hiper sensibilidade compensam os meses de sofrimento que podem vir a seguir.
Todo ser humano nasce sensível, e depois por consequencia se torna racional, e depois oscila entre os dois (vide diagrama).
As idas e voltas são turbulentas. Temos que aprender a lidar bem com elas. Algumas mudanças são para melhor e outras para o pior, depende mesmo é do tipo da pessoa. Mas a vida é assim, ela da voltas.
